A Casa da Visão
Nossa história
Há mais de meio século dedicando cuidado, dignidade e novas oportunidades a quem precisa enxergar o mundo — e a vida — com mais clareza.
A Casa da Visão
Infraestrutura, eventos e mais!
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Infraestrutura
Entrega de óculos do projeto Futuro com Visão
Entrega de óculos do Futuro com Visão. Fev/2020
Entrega de óculos do Futuro com Visão. Fev/2020
Entrega de óculos do Futuro com Visão no Natal. Dez/2019
Entrega de óculos do Futuro com Visão no Natal. Dez/2019
Entrega de óculos do projeto Futuro com Visão no Memorial das Conquistas do Santos FC. Out/2019
Entrega de óculos do projeto Futuro com Visão no Memorial das Conquistas do Santos FC. Out/2019
Bacalhau do Leal - 2019
Homenagem aos 50 anos da Casa da Visão
Linha do tempo
Nossa missão
Oferecer serviços, programas e materiais que contribuam para a saúde das pessoas, permitindo a sua plena inclusão social.
Nossa visão
Ser uma referência de qualidade em seus serviços e atividades.
Valores
- Ética;
- Servir;
- Legalidade;
- Impessoalidade;
- Moralidade;
- Transparência;
- Economicidade;
- Eficiência;
- Respeito;
- Liderança.
Como começou?
Uma história de sucesso...
Antes de falar da Casa da Visão, é preciso lembrar de pessoas que se preocuparam com a acessibilidade quando esse tema ainda era pouco discutido. Nelson Fernandes e sua esposa, Magdalena Merlo Fernandes, a Dona Nena, formaram um casal marcado pela solidariedade e dedicação ao próximo. Inspirado por esse propósito, Nelson, industrial, marceneiro formado pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e membro do Lions Clube, fundou, com o apoio da esposa e do filho Wilson Fernandes, a Associação Amigos dos Cegos de Santos.
No final da década de 1960, o casal conheceu uma casa que acolhia pessoas cegas com outras condições de saúde e percebeu a necessidade de oferecer um atendimento mais digno. A família assumiu a responsabilidade de fortalecer o trabalho da instituição, mobilizando voluntários e recursos. Nelson transportava alimentos em sua Kombi, enquanto Dona Nena coordenava o preparo das refeições com outras voluntárias. Oficinas de vassouras, espanadores e empalhamento de móveis ajudavam a financiar a entidade por meio da venda dos produtos. Era um trabalho intenso, movido pelo espírito de solidariedade.
Com o objetivo de ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência visual, Nelson Fernandes, sua família e um grupo de amigos reuniram-se em 2 de junho de 1967 para criar uma associação voltada aos cegos da Baixada Santista. Em 6 de dezembro de 1968, oficializaram os Estatutos da Associação Amigos dos Cegos de Santos. A partir de 1970, passaram a ocupar o imóvel da Avenida Conselheiro Nébias, nº 649, onde acolhiam cerca de quarenta internos, homens e mulheres, promovendo autonomia e qualidade de vida. Na década de 1990, após uma permuta com a Universidade Santa Cecília, a entidade mudou-se para a Avenida Conselheiro Nébias, nº 267, incorporando também um ginásio na Rua Marechal Carmona, no Jabaquara.
Em 1999, a Associação Amigos dos Cegos de Santos uniu-se à Casa da Visão, entidade criada pelo Rotary Clube de Santos Oeste. A Casa da Visão surgiu a partir das campanhas de testes de acuidade visual realizadas nas escolas de Santos desde os anos 1970. Seu objetivo era oferecer consultas oftalmológicas gratuitas, óculos para crianças com baixa visão e melhores condições de inclusão social. Em parceria com a Prefeitura de Santos, a instituição foi oficialmente constituída em 1985, com a instalação de seu primeiro consultório oftalmológico.
Ao longo dos anos, a Casa da Visão desenvolveu diversas iniciativas voltadas à inclusão das pessoas com deficiência visual, como a criação de uma biblioteca em braile, cursos de informática e outras atividades de capacitação. Outra iniciativa marcante foi a criação de uma orquestra de flautas formada por pessoas com deficiência visual. Idealizado pelo rotariano Paulo Eduardo Mauá, o projeto contou com a participação do professor Sílvio e utilizou uma metodologia adaptada para o ensino musical. Em 2013, o PROMUVI passou a funcionar definitivamente na Casa da Visão, consolidando o projeto “Música Transformando Vidas”. Desde então, a orquestra realiza apresentações frequentes, promovendo inclusão, cultura e valorização dos talentos de seus integrantes.
No livro Gestão de Sucesso, Marcos Anselmo Ferreira Franco destaca que os grandes projetos sociais são movidos pelo amor colocado na doação. Entre eles, relembra o trabalho do oftalmologista Cadmo Accioly de Gusmão, que, ao ingressar no Rotary Clube de Santos Oeste na década de 1980, idealizou iniciativas para ampliar as oportunidades de inserção profissional de pessoas com deficiência visual, contribuindo para que pudessem acompanhar as transformações tecnológicas e conquistar maior autonomia.
Com o apoio dos companheiros do Rotary Clube de Santos Oeste, Cadmo Accioly de Gusmão transformou seu projeto em realidade, beneficiando principalmente crianças por meio de testes de acuidade visual realizados nas escolas públicas. A proposta defendia a realização dos exames entre 5 e 7 anos de idade, aumentando as chances de preservar a visão ao longo da vida. Tratava-se de uma iniciativa preventiva, pouco comum na época, que exigiu o engajamento dos rotarianos para que se tornasse um projeto coletivo, alinhado aos princípios do Rotary.
A iniciativa envolveu também profissionais da educação, capacitados para aplicar os testes de acuidade visual nas escolas. Durante mais de uma década, cursos e campanhas mobilizaram centenas de professores de quase toda a Baixada Santista. Com o apoio dos associados do Clube, que atuavam em postos de atendimento, milhares de crianças puderam realizar exames oftalmológicos.
O projeto reuniu um expressivo número de voluntários, entidades e parceiros comprometidos em atender crianças com baixa visão. Seu idealizador sempre destacou que o sucesso da Casa da Visão foi resultado do trabalho conjunto de rotarianos, familiares e colaboradores, demonstrando que projetos sociais só se concretizam por meio da solidariedade, do comprometimento coletivo e do amor ao próximo.
Ao longo dos anos, outros rotarianos deram continuidade à iniciativa, garantindo sua expansão. Ainda na década de 1980 foi instituído o Dia da Visão nos municípios de Santos e São Vicente, por meio de leis municipais. Posteriormente, em 1993, foi criado o Dia Mundial da Visão, celebrado anualmente na segunda semana de outubro.
Rotarianos como Flávio Cheida Mota e Jorge Mattar tiveram papel decisivo na consolidação do projeto. Jorge Mattar transportava crianças de comunidades carentes em seu próprio veículo e buscava recursos para aquisição de equipamentos. Flávio Cheida Mota promoveu, durante dez anos, o Festival Fusion para arrecadar fundos destinados à instituição. Com a união entre a Casa da Visão e a Associação Amigos dos Cegos de Santos, o patrimônio da entidade foi ampliado, permitindo diversificar os serviços oferecidos. Na nova sede, na Avenida Conselheiro Nébias, nº 267, destacaram-se os trabalhos conduzidos por Nacim Gil Gaze e Paulo Fernandes Filho, responsáveis pela implantação de cursos de braile, informática para pessoas cegas, postura, além da criação de uma biblioteca especializada em livros no Sistema Braile.
A fusão das duas entidades ampliou significativamente o atendimento às pessoas com deficiência visual, fortalecendo ações voltadas à inclusão, autonomia e participação plena na sociedade.
Com o empenho de rotarianos como Alberto Weberman, Edson Fernandes, Marco Antonio Batan, Walter Geraigire e tantos outros, novos projetos foram implementados, consolidando o trabalho da Casa da Visão.
Entre 2010 e 2018, sob a presidência de Antônio Henrique Medeiros Duarte, a instituição fortaleceu sua sustentabilidade patrimonial e ampliou suas atividades, assegurando a continuidade dos serviços e reafirmando seu papel como referência no atendimento às pessoas com deficiência visual.
Em toda essa trajetória, o amor ao próximo, a solidariedade e o trabalho coletivo foram os pilares que sustentaram cada conquista. A história da Casa da Visão demonstra que grandes transformações acontecem quando pessoas unem esforços em benefício da comunidade, promovendo dignidade, inclusão e melhores oportunidades para quem mais precisa.
... e essa história continua sendo escrita. Vem pra Casa, faça parte disso tudo!
Quem faz parte
Diretoria
Rogério de Souza Guzenski
Presidente
Marcos Anselmo Ferreira Franco
Vice-presidente
Edgard Alves Nunes
1º Secretário
Carlos Eduardo Pinto Machado
2º Secretário
Luis Carlos Tenório Marcondes
1º Tesoureiro
Eduardo de Pinho Freire
2º Tesoureiro
Antonio Joaquim Ferreira Leal
Diretor de Relações Públicas
Antonio Henrique Medeiros Duarte
Diretor de Sede e Patrimônio
Graziella Souza Brito Milinari
Diretora Jurídica
Rita de Cássia Martins dos Santos
Diretora de Projetos
Bruno de Luca Oliveira
Diretor Responsável Técnico